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Permite-te conhecer o Yoga

"Yoga is the journey of the self, through the self, to the self."

The Bhagavad Gita



E no Dia Internacional do Yoga, não poderia deixar de abordar este tema.


Não pretendo com este post converter ninguém a adotar a filosofia do yoga. Trata-se apenas de um convite para conhecer um pouco do que ele nos trás, um despertar de curiosidade. Caberá a cada um individualmente perceber se lhe fará sentido, e quem sabe, enveredar pela sua descoberta.


O Yoga entrou na minha vida em 2016, num contacto num ginásio. Como na maioria dos casos, o que despertou a minha curiosidade foi a vertente física, aquilo que é visto, o que vulgarmente é chamado de "posturas do yoga", que corretamente se designam por asanas.


Desde o primeiro contacto com os asanas que fiquei apaixonada pelo que eles me davam, pela forma como desafiavam o meu corpo, por me fazerem ver que o meu corpo poderia ir para além dos limites que pensava ter. Contudo, depressa percebi que o Yoga não poderia ser só isto, tinha que ser mais, não se podia tratar apenas da criação de figuras bonitas e instagramavéis com o corpo.


Por isso explorei novas experiências, passei por algumas escolas de yoga, workshops, festivais, e comecei a perceber e a interiorizar outros conceitos associados ao termo yoga, como respiração, meditação, mantras, pranayama... Mas cada escola tinha uma visão, uma abordagem diferente, e os conceitos apareceriam muitas vezes "desconectados". Apesar de ainda existirem muitas dúvidas na minha cabeça, fui-me apercebendo que toda a aprendizagem e conhecimento com a qual me fui nutrindo ao longo do tempo, estavam a mudar a minha visão, a minha forma de pensar e agir na vida, e senti que queria aprofundar o meu conhecimento deste filosofia e perceber, efetivamente, o que era o Yoga.


Assim, inscrevi-me num Curso de Formação de Yoga e posso desde já assumir que, antes de entrar neste curso, não sabia verdadeiramente o que era o Yoga, e a transformação que ele é na nossa vida, no nosso ser.


Poderia falar aqui nos vários tipos de yoga que existem, nas suas diferenças, mas não me identifico, de todo, com esta diferenciação que existe atualmente. Para mim yoga é só um, é uma disciplina única, é uma ciência única, um princípio único, a sua base, a sua essência é igual, independentemente do nome que lhe dão. Muitos dos nomes que agora ouvimos foram criados pelo ocidente e não na sua origem, no oriente.


O Yoga é uma forma de estar na vida. O Yoga deriva da palavra em sânscrito "yuj", que significa "unir ou integrar", é um conjunto de conhecimentos de mais de 5 mil anos. Yoga é união com o todo, é harmonização do corpo e da mente, é conexão, é consciência, é respiração, é meditação é uma forma de estar e de nos conhecermos verdadeiramente.


O Yoga integra 8 membros que são diretrizes de vida, de conhecimento do nosso EU, eles servem como receita para uma conduta moral e ética e autodisciplina, eles chamam a atenção para a saúde. Apresento seguidamente estes oito membros e uma breve explicação dos mesmos.


Yama: Código social, padrões éticos, senso de integridade de cada pessoa, concentrando-se em nosso comportamento.

Niyama: Código pessoal, autodisciplina.

Asana: Posturas, integração no nosso corpo como um templo. Permite o desenvolvimento da nossa consciência corporal, permite a criação de hábitos da disciplina e a capacidade de concentração.

Pranayama: Expansão da nossa energia vital, é respiração consciente, harmonização da respiração, a mente e emoções.

Pratyahara: Permite afastar nossa consciência do mundo exterior e dos estímulos externos. Conscientes de nossos sentidos, enquanto cultivamos o desapego deles, direcionamos nossa atenção para dentro.

Dharana: A prática do pratyahara cria a estrutura para o dharana, ou concentração. Depois de nos livrarmos das distrações externas, agora podemos lidar com as distrações da própria mente.

Dhyana: Meditação ou contemplação, é o fluxo ininterrupto de concentração. Quando as práticas dharana são direcionadas à atenção, dhyana é, em última análise, um estado de consciência aguda sem concentração.

Samadhi: Oitavo e último membro, é um estado de êxtase. Verdadeira contemplação do EU.



Mas agora perguntam vocês. Como é que tudo isto se reflete na nossa vida?


O yoga não se traduz no momento em que estou no tapete e explorar a minha prática, o yoga não se traduz em reproduzir asanas, em fazer exercícios respiratórios, em meditar. Tudo isso é extremamente importante, e já essencial na minha vida. Contudo, o que o yoga me trouxe realmente foi transformação! Transformação daquilo que eu sou, da minha visão sobre a vida, da minha forma de estar e agir perante a ela, é ter consciência do que realmente importa, do que é melhor para mim e para a minha saúde, de conhecer a minha verdadeira essência, que é uma busca constante.


O Yoga ajudou-me e ajuda-me a conhecer-me melhor, a melhorar a minha auto-estima, a ultrapassar adversidades, viver no presente, ter uma visão mais positiva sobre a vida, ter uma maior consciência corporal e melhorar, diariamente, a minha saúde física e mental. Permite-me essencialmente viver em equilíbrio com o todo.


Yoga é o caminho!





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