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CAMINHO FELIZ

“Não existe um caminho para a felicidade.

A felicidade é o caminho.”

Mahatma Gandhi

 

QUAL O SENTIDO DA VIDA?
O QUE PRETENDES OBTER DA VIDA?
O QUE QUERES PARA A TUA VIDA?

Ao colocarmos estas questões às pessoas, na maioria das vezes ouvimos como resposta “ser feliz”, “felicidade”, “alcançar a felicidade!”.
E se questionamos como é que essa pessoa pode ser feliz, obtemos respostas como  “eu serei feliz se…”, “eu serei feliz quando…”, “eu serei feliz se certa pessoa for feliz”.
Sim, o ser humano vive em busca da felicidade plena, do amor, porque não pode existir felicidade se não existir amor, estes dois conceitos têm que caminhar lado a lado. Mas será que procuramos esta felicidade no sítio certo?
Em primeiro lugar é preciso saber que a felicidade está, permanece, em cada ser individual, e não em outra pessoa. Ela está em cada um de nós, todos os dias, só temos que a encontrar no nosso ser, no nosso interior e não em outra pessoa, ou em qualquer bem material. Contudo, todos os fatores externos contribuem para o nosso bem estar enquanto ser individual, e o controlo ou gestão destes fatores externos são essenciais para o nosso desenvolvimento mental, físico e espiritual.
A felicidade nunca poderá ser vista como uma meta, ou objetivo, a felicidade está em nós, todos os dias, é o caminho. A felicidade não é ter, é ser! A felicidade é o equilíbrio entre o corpo, a mente e a alma!
Antes de iniciar a escrita deste blog pensei muito se o devia fazer. Todos os dias tinha a família ou amigos a incentivar-me para o fazer “devias escrever o livro, contar a tua história”, “podes ajudar e inspirar muitas pessoas”, “podes ajudar muitas pessoas com tudo o que se passou na tua vida e com a tua forma de vida”.
Depois de refletir sobre o assunto, pensei, “O que tenho eu para partilhar com os outros?”, “Em que medida a minha vida ou os meus conhecimentos sobre felicidade podem influenciar outras vidas?”, “Será que posso ajudar pessoas que passaram ou estão a passar por situações semelhantes?”.
Na verdade, foi quando estava internada com gravidez de alto risco na minha terceira gestação, que senti que o devia fazer, senti que devia partilhar um pouco do meu Eu e da minha busca e pesquisa por me descobrir como pessoa e por tentar perceber como conseguir ter uma vida feliz, plena, cheia de paz, amor, consciência, abundância e vitalidade.
Sabia que seria o projeto de uma vida, um projeto em construção e que ainda a vida tinha muita mais para me dar, para poder partilhar. Mas foi assim que começou a minha jornada neste projeto…
Este blog não pretende de todo ser uma autobiografia, mas um legado de momentos, sentimentos, medos, frustrações pelas quais passei e que podem ser semelhantes a muitos dos leitores, mas sobretudo, uma partilha de experiências e estratégias de superação ao longo da caminhada da felicidade.
Vais reparar que te irei tratar por tu, porque quero que a nossa relação seja o mais estreita possível, tenho como máxima que somos todos diferentes e todos iguais.
Espero com este blog ajudar muitas pessoas, muitos corpos, muitas mentes, muitas almas!

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ESTRATÉGIAS PARA UMA VIDA FELIZ

Aqui poderás encontrar várias estratégias, dicas, conselhos de uma busca, diária, da felicidade no teu Eu interior.
Deixo-te o resumo de algumas delas que serão exploradas individualmente.

DESENVOLVE O TEU AMOR PRÓPRIO

DESENVOLVE O PENSAMENTO POSITIVO, TREINA A TUA MENTE

DESENVOLVE O TEU VOCABULÁRIO

DEIXA DE COMPARAR O TEU EU COM OS OUTROS

CRIA UMA LISTA DA FELICIDADE

VIVE O PRESENTE

APRENDE A RESPIRAR

CRIA OS TEUS MANTRAS

INVESTE TEMPO SÓ PARA TI

MEDITA

PRATICA O MINIMALISMO

EXERCITA, MOVE O TEU CORPO, PRATICA YOGA

NUTRE O TEU CORPO, INVESTE NA TUA ALIMENTAÇÃO

PRATICA A CURA DO TEU CORPO

CULTIVA AS TUAS RELAÇÕES, DEFINE AS TUAS PESSOAS LUZ

SORRI A TODA A HORA

INVESTE NO CONTACTO COM A NATUREZA

LÊ TODOS OS DIAS

ACORDA MAIS CEDO, PLANEIA O TEU DIA

AGRADECE

PERDOA

ELABORA O TEU MAPA DOS SONHOS

DESENVOLVE A TUA GESTÃO DE TEMPO

ESTÁ COM AS TUAS PESSOAS LUZ

 
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UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA...

Nasci no seio de uma linda família que me transmitiu valores de amor, amor pelo próximo, bondade e humildade.

Sou mulher, esposa, companheira e mãe de um lindo menino que é a minha luz.

Sou licenciada em Saúde Ambiental, Mestre em Engenharia Humana, Formadora, Estudante e Professora de Yoga, amante da natureza, uma alma livre e aventureira.

Todos os acontecimentos e experiências vividas, despertaram em mim interesse em perceber o ser humano como um todo, o que realmente somos, o que realmente nos move. E tenho a certeza  que estas questões me acompanharão para toda a vida, numa busca sem fim.

Por isso estudei e estudo temas como  a filosofia do yoga, ayurvédica, saúde holística, alimentação plant based, medicinas alternativas.

Apaixonada pela vida, pela natureza e tudo o que ela envolve, considero-me uma questionadora, uma buscadora da procurar no ser humano do melhor que ele tem, na sua essência.

Tenho como máxima que somos seres especiais, únicos e todos temos um papel neste mundo, neste corpo.

Acredito que "In a gentel way, you can shake the world." Gandhi

Todas estas estratégias que aqui explorarei, ensinaram-me a ver o que realmente importa na vida, coisas simples e pequenas, que nos fazem felizes. Ajudaram-me a desenvolver o meu amor próprio a valorizar-me como pessoa. Essencialmente vieram-me mostrar que devia pensar mais em mim, investir mais em mim, afastar-me do que é supérfluo, material e de pessoa tóxicas.

 
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TESTEMUNHO DE UMA PERDA

Como superar?

Em fevereiro de 2017, descobri que estava grávida. Foi uma alegria imensa para mim e para o meu marido, era um filho muito planeado, muito desejado e já muito amado. É realmente um dos momentos mais felizes da vida de uma pessoa, e não existe palavras para quantificar o amor que se sente.

Por esta altura, apesar de a vida nos trazer sempre percalços, que não podem ser vistos como experiências negativas, mas sim oportunidade de aprendizagem, não me imaginava ser mais feliz, tinha o copo cheio, a transbordar, um marido de sonho, um filho no ventre, uma excelente família, os melhores amigos e uma carreira profissional de que realmente me orgulhava. Sentia-me realmente grata e abençoada.

A minha gravidez estava a ser muito pacífica, soubemos cedo que seria uma menina. Contudo, às 21 semanas, quando fiz a ecografia morfológica do 2º trimestre foi-nos comunicado que algo não estava bem com a nossa filha, tinha um problema nos rins que numa fase inicial diagnosticaram como hidronefrose. Naquele momento o nosso mundo desabou…o copo começou a esvaziar. Contudo ainda havia esperança, a hidronefrose poderia diminuir ou até ser operável à nascença, e foi-nos marcado nova ecografia para a seguinte semana. Fomos fazer a nova ecografia com o coração cheio de esperança mas com o medo latente. Infelizmente as coisas estavam piores, os rins mais dilatados e baixos níveis de líquido amniótico. Até que numa terceira ecografia na seguinte semana, recebemos a pior notícia, a nossa filha não tinha hidronefrose mas sim displasia renal, ou seja, os rins simplesmente não funcionavam, algo incompatível com a vida e já não tinha líquido amniótico. No dia 7/7/2017, com 24 semanas, já no 6ª mês de gestação, fui submetida a uma interrupção médica da gravidez, e tive por parto natural induzido, a minha bebé sem vida…o copo esvaziou completamente.

Tentar explicar o que é perder um filho, ainda que em tempo de gestação, tentar explicar o que é dar luz um filho que já sabemos sem vida, é algo que não se explica por palavras, é uma dor lacerante. Nós já amávamos a nossa filha mais do qualquer outro ser na vida, e perde-la sem a ter nos braços doeu demais, ainda hoje dói, mas aprende-se a viver com a perda. Optamos por não ver a carinha dela, não queríamos ficar com a imagem da nossa filha sem vida, preferimos ficar com a recordação da imaginação que tínhamos dela.

Como se supera esta perda?

Como eu disse nunca se esquece, e sei que me vai acompanhar a vida toda, para mim é a minha primeira filha que está no meu coração e no céu à minha espera. Apesar de ter recebido acompanhamento psicológico fui percebendo que a superação do que aconteceu estava apenas dentro de mim, e a melhor forma de apaziguar a dor, foi tentar recordar apenas o que de bom ela nos trouxe. Foi com ela que eu senti a primeira vez a alegria de ser mãe, foi ela que me proporcionou a primeira vez o que era sentir um ser de amor a crescer dentro do meu corpo, a sensação mais mágica que existe, proporcionou-me momentos de imensa alegria e é essa a recordação que guardo dela.

Como foi voltar a casa?

Voltar a casa, de braços vazios e ver o quartinho dela já com alguns preparativos para a receber, obviamente despertou a dor latente, mas para mim significavam um conjunto de boas recordações que ela me deu, o prazer de comprar a primeira roupinha, de escolher o carrinho ou o berço. Optamos por manter tudo connosco. Muita gente me dizia, elimina tudo para não teres que sofrer sempre que olhares, mas não era isso que eu sentia ou queria, não era isso que o meu coração me dizia para fazer, eu não queria eliminar a recordação dela. E claro o apoio mútuo entre marido e mulher foi crucial, assim como da família e amigos.

Para me ajudar a fazer o luto, e que pode ajudar algumas mães que passam pelo mesmo, optei por criar uma caixinha com todas as grandes recordações que tinha dela, o teste de gravidez, o bonequinho de música que colocava todas as noites a tocar para ela ouvir, as ecografias, um pequeno álbum de fotografias que criei para ela com imagens minhas grávida dela em conjunto com o pai. Mais tarde, e quando me senti preparada, senti que era momento, escrevi-lhe uma carta a despedir-me dela e guardei na mesma caixinha.

Como foi voltar ao contacto com a sociedade?

Confesso que este foi o passo mais difícil para mim, ter que lidar com os olhares de todas as pessoas que sabiam que estava grávida e perguntarem: “O que é que aconteceu ao teu bebé?”. Sim, de facto foi um processo difícil, mas criamos resistências com o tempo.

Contudo o processo da nossa menina não ficou por aqui. Após o que nos aconteceu, a nossa vontade de voltar a ser pais novamente era gigante. Não que um novo bebé venha substituir o outro, nunca, isso seria impossível, mas porque a vontade de ter o nosso ser de amor connosco era enorme. Porém, antes de darmos este passo, a nossa bebé foi submetida a autópsica e a estudo genético, assim como eu e o meu marido. Foi um processo longo e um pouco desesperante.

Após um longo período de tempo ficamos a saber que a nossa bebé, para além displasia renal tinha polidactilia (mais um dedo em cada pé). Estas alterações eram características de Síndrome de Bardet Biedl, o que se veio a confirmar, a nossa bebé era de facto doente e eu e o meu marido somos portadores desta doença, algo raríssimo de acontecer. Em cada gravidez temos 25% de probabilidade de ter um bebé doente.

Obviamente, saber disto abalou a nossa percepção de uma futura gravidez e pelo que iriamos passar, mas mesmo assim decidimos avançar por um processo natural e com fé que as probabilidades estivessem no nosso lado.

Em março de 2018 descobri que estava grávida uma segunda vez. Dizer-vos que recebi esta notícia com a mesma alegria do que na primeira gravidez seria estar a mentir. Apesar de ser um desejo profundo e eu jurar que iria investir o mesmo amor neste meu novo ser de luz, o medo de ser um bebé doente estava constantemente presente. Com 12 semanas fui submetida a uma biópsia das vilosidades coriónicas para saber se o meu bebé era doente. Após dois dias de espera angustiantes ficamos a saber que o nosso bebé, um menino, era saudável. Foi sem dúvida uma alegria imensa, e acreditamos verdadeiramente que agora tudo correria bem, que iríamos ter o nosso amor connosco com a proteção da irmã.

Para festejar, e com a devida autorização médica tiramos uma semana de férias. Lembro-me ainda hoje da frase da minha médica “tem uma gravidez normal agora, vá de férias e disfrute”. Mesmo assim optamos por um destino perto, em Ibiza e Formentera, e com boas condições hospitalares em caso de alguma emergência.

A viagem até Ibiza correu extramente bem e a nossa semana iniciou lindamente, estávamos realmente felizes. Por esta altura tinha 19 semanas de gestação, já no 5ª mês de gestação. No terceiro dia de férias acordei e senti que estava com o corrimento fora do normal, parecia que estava a perder líquido, mas achei que era normal. Contudo, ao longo do dia este cenário foi-se repetindo e ao fim do dia decidimos ir às urgências do hospital público de Ibiza, exatamente no dia 7/7/2018, a fazer 1 ano que tínhamos perdido a Francisca.

Foi no hospital Can Mises em Ibiza que recebemos a triste notícia que eu estava com um aborto em curso. O nosso mundo mais uma vez desabou. Assim, no dia 8/7/2018, passado um ano de um dia da perda da nossa filha, perdemos o nosso segundo bebé, o nosso segundo amor, longe da família. Tive mais uma vez, por parto natural induzido, o nosso bebé sem vida.

Não conseguimos antecipar o regresso para casa pelo que ficamos em Ibiza até ao fim da data prevista. Contudo a distância de casa, não foi de todo má, para mim e para o meu marido. Precisávamos daquele tempo a sós para chorar, refletir, sofrer longe de todos.

Quando regressamos a casa foi passar por tudo mais uma vez, o regresso sem o nosso bebé nos braços, o contacto com a família e novamente com a sociedade.

Optei por fazer nada menos daquilo que tínhamos feito anteriormente. Criei novamente uma caixinha com as recordações do nosso filho e mais tarde com uma carta de despedida.

E assim ficamos nós com a perda de dois filhos.


A sociedade ainda desvaloriza o impacto da perda de um filho na gestação, não a vendo de igual forma a perda de um filho que esteve fisicamente connosco. De facto não é igual, contudo é importante perceber que uma mãe ou pai que passe pela perda de um filho na gestação já o ama incondicionalmente, já cria laços de amor, uma mãe já o sente, já é um alma, um ser de luz na sua vida, já existem projetos e expectativas para aquele ser. Para além da dor de o perder, o pai e mãe transportam consigo, para toda a vida, a dor de nunca terem tido a oportunidade de o ver e sentir fisicamente.

Apesar de todas as adversidades não desistimos em ter o nosso ser de amor. Assim, ainda em 2018, fiquei novamente grávida. Como devem imaginar esta terceira gravidez, apesar de muito deseja, foi acolhida com medo e incerteza. Sem me aperceber, o meu ser criou um afastamento com aquele ser que se estava a desenvolver dentro de mim, porque o medo de apego e consequente perda era enorme.

Até que me apercebi que não podia estar a reagir assim, tinha que vivenciar aquela gravidez como se fosse a primeira e assim foi.

Permiti-me criar todos os laços de amor com o meu filho, demos-lhe um nome, o Salvador.

Apesar desta terceira gravidez ser de alto risco, de ter sofrido novamente um rutura de bolsa aminótica às 28 semanas, de ter ficado internada no hospital 7 semanas, às 35 semanas de gestação o nosso filho nasce lindo e saudável. Curiosamente a data de nascimento dele estava prevista para dia 7/7/2019, na mesma data que as anteriores. Mas acredito que o Salvador veio quebrar o ciclo e nasceu a 9/06/2019.

Ainda hoje não consigo expressar em palavras o momento em que o colocaram nos meus braços, o manto de amor e alegria que me envolveu.

Ele é hoje a minha luz, faz valer tudo o que passei e veio mostrar-nos a mais elevada forma de amor, até aí desconhecida. Agora, sempre que fecho os olhos, apenas vejo o seu sorriso.

Como superar? Com amor. O amor tudo vence, tudo suporta, tudo supera!

 

Retrato real do Salvador

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